sexta-feira, 28 de agosto de 2015

GLOSSÁRIO FLAMENCO - LETRA C

Fonte: www.cuadraflamenca.com.br

CABALES: (1) Arremate das seguiriyas. (2) Pessoas entendidas em cante flamenco.
CAFÉ CANTANTE: Local onde serviam bebidas e ofereciam recitais de cante, baile e guitarra. Durante seu apogeu, na segunda metade do secXIX, contribuiram para difundir a pratica profissional do flamenco.
CAÍDA: Final de um cante.
CAMPANILLEROS: Cante. Sua copla é de 6 versos. É um cante aflamencado que se originou de canções religiosas andalusas que eram entoadas no Rosário de la Aurora.
CANTAOR: Artista que canta flamenco.
CANTE: Utilizado como abreviação de “Cante Flamenco”, denomina o conjunto de composições musicais em diferentes estilos que surgiram entre o último terço do séc. XVIII e a primeira metade do séc.XIX, devido a justaposição de modos musicais e foclóricos existentes na Andaluzia.
CANTE CHICO: Expressão subjetiva que denomina os cantes menos solenes e mais apropriados para o baile.
CANTE FESTERO: Assim são chamados os estilos alegres e agitados, como asalegrias, as rumbas e os tangos.
CANTE GRANDE: Expressão subjetiva de denomina os estilos mais solenes do cante. Também pode significar um cante bem interpretado.
CANTE JONDO: Expressão subjetiva que denomina os cantes mais solenes, primitivos, profundos e com força expressiva. Sinônimo de cante puro.
CANTES DE IDA Y VUELTA: Expressão que designa o conjunto de estilos aflamencados procedentes do folclore hispano americano.
CANTIÑAS: Cantes próprios de Cádiz, de compasso misto, entre os quais se destacam: Caracoles, Mirabrás, Alegrias, Romeras e Cantiñas propriamente ditas.
CAÑA: Cante flamenco muito antigo.
CARACOLES: Cante flamenco do grupo das Cantiñas de Cádiz.
CARCELERAS: Cante do grupo das Tonäs. É interpretada sem guitarra (a palo seco). A copla é de quatro versos octossílabos.
CARTAGENERA: Cante flamenco do grupo dos Cantes de Levante, de execução livre.
CEJILLA: Peça que se fixa sobre o braço da guitarra para subir o tom.
COLOMBIANAS: Cante flamenco do grupo dos Cantes de Ida Y Vuelta.
COMPÁS: Medida de uma frase musical com sua acentuação correspondente.
COPLA: (1) Canção popular. (2) Estrofe de quatro versos octossílabos com rima assonante nos pares.
CUADRO FLAMENCO: Conjunto de interpretes de baile, cante e toque flamencos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

GLOSSÁRIO FLAMENCO - LETRAS B

topo

BAILAOR/A: Artista que baila flamenco.
BAILE: O flamenco é um baile vivo e em constante evolução, mas suas características básicas se cristalizaram entre 1869 e 1929, a chamada idade do ouro do flamenco.
BAMBERA: Cante. Sua copla é de quatro versos octasílabos, ainda que algumas vezes segue um esquema diferente. É um estilo folclórico aflamencado.
BRACEOS: Movimentos do baile flamenco executado com os braços.
BULERÍAS: Cante e baile flamencos de compasso misto e ritmo vivo.

GLOSSÁRIO FLAMENCO - LETRA A

PROFESSORES DE DANÇA FLAMENCA

SEGUE GLOSSÁRIO FLAMENCO..O POVO ADORA UMA TEORIA,MUITA COISA ESCRITA AQUI NINGUÉM ENTENDE OU NUNCA IRÁ UTILIZAR, OU NÃO É RELEVANTE, OU SÓ INTERESSA PRO MÚSICO, MAS SEMPRE TEM UM ALUNO MALA QUE VAI PESQUISAR ISTO NA INTERNET E TE TESTAR PARA EXPOR SUA IGNORÂNCIA...VOCÊ TEM DUAS OPÇÕES: OU DIZ QUE FLAMENCO SE APRENDE FAZENDO..OU DECORA TUDO ISTO PARA MOSTRAR QUE TEM CONHECIMENTO PRO TAL ALUNO MALA QUE GERALMENTE NEM CONSEGUE FAZER UM SAPATEADO DENTRO DO TEMPO E LIMPO...EU PREFIRO A PRIMEIRA OPÇÃO...DE QUALQUER MANEIRA CONHECIMENTO É SEMPRE BOM...
Izabel Moratti

Fonte do Glossário:
www.cuadraflamenca.art.br

A COMPÁS: Cante ou baile que é interpretado seguindo fielmente o ritmo ou cadência do estilo correspondente.
A PALO SECO: Cante interpretado sem o acompanhamento da guitarra, a capella.
ABANDOLAOS: Cantes ou fandangos típicos de Málaga.
AFICIONADO/A: Pessoa entusiasta da arte flamenca. Também denomina o intérprete de qualquer das facetas do flamenco (toque, baile ou cante), que não o exerça como profissional.
AFILLA: Tipo de voz dentro do Cante Flamenco, rouca e rasgada.
AFLAMENCARSE: Fenômeno pelo qual uma estrofe ou canção de qualquer gênero adquire características flamencas.
AL AIRE: Guitarra. Tocar sem cejilla.
ALANTE: (cante de) Cante que se executa para ser ouvido.
ALBOREÁ: Cante Flamenco. Pertence ao grupo dos cantes influenciados pela Soleá. Comum nos casamentos de ritual “gitano”.
ALEGRÍAS: Cante e baila flamencos de compasso misto. Próprio de Cádiz.
ARPEGIADO: Guitarra. Técnica de toque empregada para interpretar acordes com notas consecutivas e não simultâneas. A primeira das cordas se toca com o polegar e as restantes com os demais dedos alternados.
ARRANCARSE: Começar a execução de um cante ou baile.
ATRÁS(cante de): Cante que se executa para ser bailado.

BAILES FLAMENCOS MAIS EXECUTADOS...BULERIAS.

BULERÍAS 
Origem: Gitano (Jerez) 
Acompanhamento: Cante/Baile/Guitarra 
Cante: Chico
Compasso: 12 Tempos
12 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

O ritmo mais típico é aquele baseado na forma de Bulerías. Cada compasso tem 12 batidas, com intervalos não regulares entre os acentos. A velocidade das batidas chega a 300 batidas por minuto, ou seja pode ficar muito rápido. 
O nome Bulerías provavelmente vem de “Burlar” que significa “brincar”. Isso é refletido na dança, na letra e também na música, há várias “piadas musicais” e mudanças inesperadas de ritmo e melodia.
Ambas as palavras “Bulla” (barulho) e “Burla” (zombar) caracterizam a Bulerias, mas ninguém realmente sabe como surgiu o nome desse ritmo. 
É um dos bailes mais difíceis de dominar, pois é essencial ter muita graça e ritmo e agilidade.
Há muitas opiniões em torno da origem das Bulerias a mais considerada é que desenvolveu-se como as Soleares de um estilo simples. No entanto, diferente das Soleares, possui um ritmo rápido e energético (de fato, é o ritmo mais rápido em todo o Flamenco) e exige um grande esforço dos dançarinos, cantores e guitarristas, em termos de improvisação. As Bulerias são selvagens, frenéticas e cheias de vida, mas apesar de tudo, contém o germe da dor que está quase sempre presente no flamenco. 

Cheia de graça, divertimento, as Bulerias são consideradas a última expressão para as habilidades do dançarino e do guitarrista.  
Fonte: www.patioflamenco.com.br
Opinião de Izabel Moratti - Comecei a aprender a dançaflamenca em 1995,no Rio de Janeiro, quando não havia Internet, You Tube, Cursos Internacionais ,nem músicos de flamenco...o que sempre me passaram é que a Buleria é muito difícil, rápido demais..com o tempo, observações, estudo e experiência com musico ao vivo percebi que bailar bulerias não é este bicho de sete cabeças..Claro que é preciso conhecer o ritmo,principalmente através de palmas..saber entrar na letra, conhecer as letras a hora certa de sapatear..mas dá pra fazer com calma, sem desespero, curtindo, mesmo com os movimentos mais simples..não é preciso preencher cada compasso com um movimento..é preciso ter criatividade e se entregar, brincar, debochar..como os músicos fazem quando fazem suas patadas ao final, por fiesta...Observem nos vídeos os mais velhos dançando, a graça,a alegria e principalmente a intenção flamenca. Claro que é bom aprender patadas nos cursos..mas o bacana mesmo é  utilizar de todo o conhecimento para improvisar e criar seus próprios movimentos,sua própria patada dentro da estrutura e respeitando a linguagem de tablao em sintonia com os músicos...Posteriormente escreverei sobre os diversos estilos de Buleria, de acordo com seus lugares de origem ,como Cádiz e Jerez...

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

ELEMENTOS PRESENTES NA ESTRUTURA DO “BAILE” FLAMENCO - 2ª parte

Fonte: www.flamencobrasil.com.br - Por: Renata Chauviére
Escobilla”
É a sequência de sapateado. Pode ser acompanhada pela guitarra com a sonoridade tradicional de “escobilla” de um determinado ritmo, que estabelece uma estrutura de pergunta e resposta do sapateado ou por uma falseta, como foi dito anteriormente, permitindo maior liberdade na construção da sequência.
 “Llamadas”
Curta sequência de pés, normalmente com um final forte e preferencialmente a tempo para que seja facilmente entendida pelo “cantaor”, já que se trata do momento em que ele é “chamado” para entrar com seu “cante”.
 “Cierres”
Como conteúdo, podem ter a mesma sequência de pés de uma “llamada”, porém, ao invés de colocados antes da “letra” ou para chamá-la, os “cierres” finalizam uma idéia. Por exemplo, a colocação de um “cierre” após um bloco de “letras”, indicando que se passará a um próximo momento, por exempo, uma “escobilla” ou uma “falseta”.
 “Remate”
Os “remates”, como na costura, unem uma parte à outra dentro da estrutura. Pode-se utilizar um remate na parte forte do “cante” (“subida” ou “caída” da letra, dependendo do ritmo) ou nos espaços onde se pode “respirar” o cante, com passos preferencialmente não mais longos que dois compassos.

Para melhor visualizar todas essas nuances, reproduzo a letra de uma “soleá”:
Yo llevo una cruz en los ombros
Que no la puedo sostener
(aqui se faria o remate dando um compasso de intervalo)
Que no la puedo sostener
Ay no la puedo sostener
Pero en llegando al Calvário
(compasso que se pode rematar em cima da letra)
Yo allí la dejo caer
Pero en llegando al Calvário
(compasso que se pode rematar em cima da letra)
Yo allí la dejo caer
(cada linha tem duração de um compasso de soleá, com os 12 tempos característicos do flamenco)
Muitas vezes utilizada no final do “baile”, evidencia seu o seu fim. A melodia é cíclica e normalmente apoteótica. O “bailaor” pode escolher sair de cena ao som de uma “coletilla” ou, após a mesma, fazer o “cierre” final de seu “baile”.



ELEMENTOS PRESENTES NA ESTRUTURA DO “BAILE” FLAMENCO - 1ª parte

Fonte: www.flamencobrasil.com.br - Por: Renata Chauviere

Introdução da “guitarra” – na qual já se pode reconhecer o ritmo que será tocado;
“Salida de cante”
Por “salida de cante” entende-se o princípio da música na qual o “cantaor” “templa” (significa: afina) sua voz no tom em que se executará o ritmo a ser dançado. Tal “temple” pode tomar forma de “Ayeos” ou “glosolalias” como os famosos “tirititranes” das alegrias ou “ayes” e “tiritiris” da “seguiriya”.
Após “templar”, o cantaor pode também utilizar como “salida” uma ou mais “letras” tradicionais do “palo” (ritmo) que se vá “bailar”. Hoje, neste momento de cante de preparação, muitos “bailaores” escolhem para inspirar-se, uma canção flamenca ou um tema de outra origem “aflamencados” (tango argentino, bolero ou outros).
 “Falsetas de guitarra”
Por “falseta” entende-se: tema do violão desenvolvido sobre a tonalidade tocada ou suas relativas e são usadas em diferentes momentos durante o baile, podendo servir também como introdução da “guitarra” acima mencionada. Podem ser dançadas somente com movimentos de corpo ou mesmo sapateadas.
Cabe aqui comentar sobre o “silêncio”, elemento bastante utilizado nas montagens de alegrias tradicionais, que são como um adágio da música clássica, tipicamente com duração de seis compassos lentos, normalmente em tonalidade menor, diferente do tom maior comum a maioria das “alegrías” e tipicamente encerrado com uma “castellana” que nada mais é do que o estribilho usado para finalizar letras de “alegrías” que, quando colocado após o silêncio, passa a chamar-se “castellana” numa referência aos “paseos de Castilla”.
“Letra”
Por letra entende-se a melodia de um verso cantada no ritmo da coreografia que se dança. A melodia somada ao tom da guitarra é o que define o ritmo, sendo que um mesmo ritmo tem em sua familia melodias diferentes: seguiriya de los puertos, seguiriya gaditana, soleá de Alcalá, ou de Triana, entre outras, alegrías de Córdoba ou de Cadiz entre outras da familia das Cantiñas.
É importante observar que diferentemente da música ocidental, o conteúdo dramático do baile/ritmo não está somente em suas letras que, na maioria das vezes, principalmente nas mais tradicionais, são simples em sua rima e vocabulário. Tal conteúdo se encontra na origem do próprio “palo”. Tomemos por exemplo as “bulerías”: se estas são um ritmo reconhecidamente festeiro, com muitas letras de duplo sentido, assim como muitos “tangos”, o “cante mineiro” traz nele e em toda sua família (todos os “cantes” dele originados como os tarantos), toda a dor da perda e do sofrimento advindo do trabalho dos mineiros (origem deste cante), às vezes feridos ou mortos em decorrência de seu trabalho, originando “letras” que cantam tanto a pena do próprio trabalhador como de seus familiares. No “cante por seguiriyas” também se canta a perda e a dor, decorrentes da morte em sua maioria. O “cante por soleá” traz em si solenidade e profundidade da “jondura” (profundidade) flamenca e é considerado por alguns como um cante matriz ainda que não se possa comprovar historicamente qual teria sido o primeiro cante. Há também as “alegrías”, que já mencionamos. Elas são originárias da província de Cádiz e têm uma inspiração inicial nas “Jotas de Cadiz” e que falam de amor com mais leveza do que se falaria em uma “soleá”. Deve-se observar que o coreógrafo/”bailaor”/intérprete, ao escolher um “baile” como tema, precisa necessariamente conhecer a essência histórica do ritmo base a ser coreografado para construir sua história com propriedade.
Escolhido o tema/ritmo principal, que será a essência de sua coreografia, o “bailaor” vai construir a sua história regendo todos os elementos envolvidos na construção, mudando/transformando o sentimento inicial que motiva seu baile, levando o tema/ritmo/sentimento inicial a catarse final na conclusão de sua obra. Para levar o “baile” a este clímax, costuma-se trabalhar com mudanças rítmicas, fazendo com que o tema principal leve a outros, muitas vezes de andamento mais acelerado que o primeiro.