Destinado a
divulgação dos
meus trabalhos
e informações
sobre a cultura
flamenca.
domingo, 17 de abril de 2011
Alegrias - Izabel Moratti - "Noche Flamenca"
sábado, 16 de abril de 2011
PALMAS E PITOS
Tanto o bailaor quanto a bailaora podem acompanhar musicalmente, enriquecendo seu baile com algum tipo de percussão. Para fazer isso, pode fazer uso dos mais básicos e populares, as palmas e pitos. As palmas são o intrumento de percussão mais natural usado para marcar o compás, o tempo do palo.Existem várias manifestações flamencas lideradas pelas palmas e até gente específica para bater palmas, os "palmeros". Existem cursos de palmas, o "palmero" também é considerado um músico, já que a palma é um tipo de percussão. uma palma batida errada pode atrapalhar o baile e a música flamenca. Os bailaores podem bater palmas em certos momentos da coreografia e geralmente o cantaor bate palmas quase que o tempo todo. As palmas podem ser secas, abertas, fortes( com som alto), ou "sordas"com som abafado e mãos em forma de concha.
Texto transcrito do livro: Palo Flamencos - Pepe de Córdoba -Ed. Edicon
"As palmas, esse toque rítmico para o cante e para o baile flamenco, constituem-se em um recurso fundamental para manifestar esta arte. Tocar palmas, embora possa parecer o contrário, não é coisa de fácil assimilação. Exige uma educação no cante, no sentido auditivo de se incluir instintiva e modestamente no conjunto. Tocar palmas é sem dúvida uma arte. Seu objetivo é concreto, ou seja, marcar o som medido, sendo portanto uma arte quase que matemática, em razão de seus dogmas e suas regras. Sobre esse assunto, ocupou-se o flamencólogo Anselmo Gonzales Climent, cujos conceitos abreviaremos a partir das próximas linhas. as palmas são jaleos humanos, direta excutação psíquica. Elas dirigem a atmosfera na qual o cantaor ou o bailarino podem melhor dispor seu ânimo artístico. Sua importância não é questão de simples ornamentação, chegando a tomar força de dignidade e de verdadeiro ritual e está consagrada a estabelecer uma comunicação de intimidade total. As palmas no flamenco desempenham um duplo papel: de incitação e, ao mesmo tempo, de purificação ambiental. de incitação , enquanto dirigidas ao ato de jalear, ao incentivo do artista, e de purificação do ambiente, na medica em que clarifica, emprestando-lhe uma atmosfera da qual só pode participar aquele que estiver em melhor sintonia, melhor dizendo, o iniciado."
Palmadas
Texto transcrito do livro: Palo Flamencos - Pepe de Córdoba -Ed. Edicon
"As palmas, esse toque rítmico para o cante e para o baile flamenco, constituem-se em um recurso fundamental para manifestar esta arte. Tocar palmas, embora possa parecer o contrário, não é coisa de fácil assimilação. Exige uma educação no cante, no sentido auditivo de se incluir instintiva e modestamente no conjunto. Tocar palmas é sem dúvida uma arte. Seu objetivo é concreto, ou seja, marcar o som medido, sendo portanto uma arte quase que matemática, em razão de seus dogmas e suas regras. Sobre esse assunto, ocupou-se o flamencólogo Anselmo Gonzales Climent, cujos conceitos abreviaremos a partir das próximas linhas. as palmas são jaleos humanos, direta excutação psíquica. Elas dirigem a atmosfera na qual o cantaor ou o bailarino podem melhor dispor seu ânimo artístico. Sua importância não é questão de simples ornamentação, chegando a tomar força de dignidade e de verdadeiro ritual e está consagrada a estabelecer uma comunicação de intimidade total. As palmas no flamenco desempenham um duplo papel: de incitação e, ao mesmo tempo, de purificação ambiental. de incitação , enquanto dirigidas ao ato de jalear, ao incentivo do artista, e de purificação do ambiente, na medica em que clarifica, emprestando-lhe uma atmosfera da qual só pode participar aquele que estiver em melhor sintonia, melhor dizendo, o iniciado."
Palmadas
Apresenta função similar às palmas para marcar determinados tempos do palo( ritmo, compasso) ou para abrilhantar o baile. Geralmente são golpes dados com uma mão aberta contra seu peito, coxa, joelho,calcanhar ou na lateral do pé.
Pitos
Pitos
Pitos na línguagem flamenca é o estalar de dedos que é feito pressionando o dedo médio e o polegar. Eles são um instrumento de percurssão muito popular, tanto para marcar o compás, como que para comprar a interpretação do baile. São mais usados pelos homens, e na minha opinião dão um toque de charme ao baile.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
BENEFÍCIOS DA DANÇA FLAMENCA
Não é preciso entender de flamenco para se emocionar numa apresentação. Mesmo quem nunca pisou na Espanha fica tocado quando está diante de um bom espetáculo. Expressando sentimentos fortes e, por vezes, quase dramáticos, o Flamenco, além de sensibilizar, faz bem ao corpo.
Quem está querendo aumentar o fôlego e ter pernas bem torneadas pode apostar no Flamenco. Durante as aulas é possível exercitar principalmente as pernas e as panturrilhas graças ao sapateado, que também enrijece a musculatura anterior das pernas. Os passos também fortalecem os músculos das coxas, melhorando também a capacidade aeróbica. A postura do dia-a-dia também é aprimorada pela dança. A mobilidade, a agilidade e a consciência corporal ficam mais desenvolvidas, a força e o alongamento são exercícios constantes nos movimentos.
O flamenco pode contribuir com as pessoas que estão em processo de emagrecimento, pois a dança, além de elevar a autoconfiança, trabalha muito a sensualidade feminina, o vigor e a virilidade dos homens, fazendo com que cada um se sinta mais seguro e de bem consigo mesmo.
Quem se entrega a essa dança definitivamente mão é daquelas pessoas que só pensam em ter um aspecto físico "sarado" de praticantes de musculação. O praticante de flamenco quer ter contato com uma arte viva que desenvolva ritmo e expressão de emoções. Por isso a dança flamenca pode ser indicada para as pessoas que sofrem de estresse, que querem algumas horas por semana para se desligar das obrigações diárias e dos problemas. Quando estou dando aulas ou me apresentando é a única hora que não penso neles, porque é preciso muita concentração.
As batidas no chão durante o sapateado são excelentes para aliviar o estresse. Nas aulas, o aluno aprende mais que passos e coreografias, ele desenvolve a percepção musical, sobretudo o aspecto rítmico da música. Aprende compassos, estruturas de cada ritmo e compreende que ele é parte da música. uma palma fora do tempo, por exemplo, compromete a qualidade da apresentação. Quando há identificação, o aluno, sem perceber, passa a apreciar e entender a música, tornando esse estudo extremamente prazeroso.
Ao contrário de algumas danças que privilegiam apenas frágeis adolescentes, o Flamenco pode ser praticado por qualquer pessoa. É comum ver mulheres com mais de 30 anos se dedicando ás aulas. Como forma de lazer e de atividade física, pode ser praticado por todas as idades e por todos os biotipos. Claro que o resultado é proporcional à condição e as facilidades físicas de cada um. Mas a dança estimula seus praticantes a desafiar seus limites com muito treino e dedicação.
Quem está querendo aumentar o fôlego e ter pernas bem torneadas pode apostar no Flamenco. Durante as aulas é possível exercitar principalmente as pernas e as panturrilhas graças ao sapateado, que também enrijece a musculatura anterior das pernas. Os passos também fortalecem os músculos das coxas, melhorando também a capacidade aeróbica. A postura do dia-a-dia também é aprimorada pela dança. A mobilidade, a agilidade e a consciência corporal ficam mais desenvolvidas, a força e o alongamento são exercícios constantes nos movimentos.
O flamenco pode contribuir com as pessoas que estão em processo de emagrecimento, pois a dança, além de elevar a autoconfiança, trabalha muito a sensualidade feminina, o vigor e a virilidade dos homens, fazendo com que cada um se sinta mais seguro e de bem consigo mesmo.
Quem se entrega a essa dança definitivamente mão é daquelas pessoas que só pensam em ter um aspecto físico "sarado" de praticantes de musculação. O praticante de flamenco quer ter contato com uma arte viva que desenvolva ritmo e expressão de emoções. Por isso a dança flamenca pode ser indicada para as pessoas que sofrem de estresse, que querem algumas horas por semana para se desligar das obrigações diárias e dos problemas. Quando estou dando aulas ou me apresentando é a única hora que não penso neles, porque é preciso muita concentração.
As batidas no chão durante o sapateado são excelentes para aliviar o estresse. Nas aulas, o aluno aprende mais que passos e coreografias, ele desenvolve a percepção musical, sobretudo o aspecto rítmico da música. Aprende compassos, estruturas de cada ritmo e compreende que ele é parte da música. uma palma fora do tempo, por exemplo, compromete a qualidade da apresentação. Quando há identificação, o aluno, sem perceber, passa a apreciar e entender a música, tornando esse estudo extremamente prazeroso.
Ao contrário de algumas danças que privilegiam apenas frágeis adolescentes, o Flamenco pode ser praticado por qualquer pessoa. É comum ver mulheres com mais de 30 anos se dedicando ás aulas. Como forma de lazer e de atividade física, pode ser praticado por todas as idades e por todos os biotipos. Claro que o resultado é proporcional à condição e as facilidades físicas de cada um. Mas a dança estimula seus praticantes a desafiar seus limites com muito treino e dedicação.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Estrutura de baile Flamenco - Texto2
Há algumas “regras” no flamenco para que o cante, o toque, as palmas e o baile fiquem harmônicos. Para esta integração ter sucesso se exige um certo grau de conhecimento da maneira como funciona esta arte por todas as figuras deste quadro, uma vez que muitas performances são improvisadas.
Geralmente temos uma introdução pela música quando o bailaor percebe o compasso do baile. Nada impede, porém, dele cadenciá-lo antes da música. Assim se revela o início de uma conversa entre músicos (aqui se inclui o cantaor) e bailaores; e, como em diálogo, cada qual tem a sua vez de “falar”. Isso quer dizer que, em termos genéricos, enquanto se canta não se sapateia, pelo menos não uma grande sequência, como uma escobilha. Apesar de atualmente os bailaores estão fazendo o arremate em cima da letra, mas mais no final do compasso. Como descobrir quando começar a cantar ou sapatear durante um improviso?
Muitas das canções flamencas são versos característico do seu folclore e, por isso, amplamente conhecidos pelo seu povo de origem. Entretanto, em muitas situações não conhecemos o verso, pois não é parte de nossa cultura. Felizmente há algumas indicações. Por exemplo, tocaor pode acentuar os golpes nas cordas da guitarra para valorizar o fim do verso ou um conjunto deles. O cantaor também pode elevar a intensidade do seu cante para indicar a finalização do verso. Quando isso acontece dizemos que o cantaor está “fechando a letra” e ele pode e vai fazê-lo várias vezes durante a música.
Enquanto o cantaor diz a letra, cabe a quem bailar fazer “marcajes”, “paseos” e outros movimentos mais suaves de forma a não interferir bruscamente na execução do cante. Quando o cantaor está para “fechar a letra”, o bailaor decide se quer dar uma “patada” (sapatear) ou não. Como ele indica isso?
Se ele continuar com as “marcajes” ou outros dos movimentos já citados, o cantaor entende que deve entrar com uma nova letra.
Se ele fizer um “arremate” ou uma “chamada” está dizendo que vai dar uma “patada” ou iniciar uma escobilha. Neste caso, o cantaor aguarda que o bailaor encerre sua performance com algum novo “arremate” ou nova “chamada” para entrar com a letra.
As palmas também estão muito presentes durante todo o processo. Durante o cante são de intensidade mais baixa, abafadas (palmas “sordas”). Podem ou não fazer desenhos, mas sempre marcando o compás. Quando o cantaor está fechando a letra tudo pode crescer muito em energia: o cantaor investe mais intensidade na voz; o bailaor aumenta a força dos movimentos com recortes ou chamadas; o tocaor acompanha o momento com golpes mais marcados na guitarra e as palmas podem ficam mais estridentes, altas intensas (palmas “brillantes”) e “redobladas” (ver técnicas de palmas). Uma vez eu fiz uma comparação com um orgasmo, que a intensidade vai subindo...até explodir !! Isto é coisa que uma professora fale com seus alunos ?? bem , só tinha mulheres acima de 30, elas ficaram mais empolgadas com a dança !! Mas voltando ao assunto uma vez iniciado o compás cabe a quem está bailando mantê-lo evitando variações acidentais. Entretanto, em um dado momento, o bailaor ainda pode iniciar a “subida de ritmo”, ou seja, acelerar a cadência para aumentar a vibração do baile. Geralmente ele o faz na segunda metade da apresentação para terminar em grande estilo.
Geralmente temos uma introdução pela música quando o bailaor percebe o compasso do baile. Nada impede, porém, dele cadenciá-lo antes da música. Assim se revela o início de uma conversa entre músicos (aqui se inclui o cantaor) e bailaores; e, como em diálogo, cada qual tem a sua vez de “falar”. Isso quer dizer que, em termos genéricos, enquanto se canta não se sapateia, pelo menos não uma grande sequência, como uma escobilha. Apesar de atualmente os bailaores estão fazendo o arremate em cima da letra, mas mais no final do compasso. Como descobrir quando começar a cantar ou sapatear durante um improviso?
Muitas das canções flamencas são versos característico do seu folclore e, por isso, amplamente conhecidos pelo seu povo de origem. Entretanto, em muitas situações não conhecemos o verso, pois não é parte de nossa cultura. Felizmente há algumas indicações. Por exemplo, tocaor pode acentuar os golpes nas cordas da guitarra para valorizar o fim do verso ou um conjunto deles. O cantaor também pode elevar a intensidade do seu cante para indicar a finalização do verso. Quando isso acontece dizemos que o cantaor está “fechando a letra” e ele pode e vai fazê-lo várias vezes durante a música.
Enquanto o cantaor diz a letra, cabe a quem bailar fazer “marcajes”, “paseos” e outros movimentos mais suaves de forma a não interferir bruscamente na execução do cante. Quando o cantaor está para “fechar a letra”, o bailaor decide se quer dar uma “patada” (sapatear) ou não. Como ele indica isso?
Se ele continuar com as “marcajes” ou outros dos movimentos já citados, o cantaor entende que deve entrar com uma nova letra.
Se ele fizer um “arremate” ou uma “chamada” está dizendo que vai dar uma “patada” ou iniciar uma escobilha. Neste caso, o cantaor aguarda que o bailaor encerre sua performance com algum novo “arremate” ou nova “chamada” para entrar com a letra.
As palmas também estão muito presentes durante todo o processo. Durante o cante são de intensidade mais baixa, abafadas (palmas “sordas”). Podem ou não fazer desenhos, mas sempre marcando o compás. Quando o cantaor está fechando a letra tudo pode crescer muito em energia: o cantaor investe mais intensidade na voz; o bailaor aumenta a força dos movimentos com recortes ou chamadas; o tocaor acompanha o momento com golpes mais marcados na guitarra e as palmas podem ficam mais estridentes, altas intensas (palmas “brillantes”) e “redobladas” (ver técnicas de palmas). Uma vez eu fiz uma comparação com um orgasmo, que a intensidade vai subindo...até explodir !! Isto é coisa que uma professora fale com seus alunos ?? bem , só tinha mulheres acima de 30, elas ficaram mais empolgadas com a dança !! Mas voltando ao assunto uma vez iniciado o compás cabe a quem está bailando mantê-lo evitando variações acidentais. Entretanto, em um dado momento, o bailaor ainda pode iniciar a “subida de ritmo”, ou seja, acelerar a cadência para aumentar a vibração do baile. Geralmente ele o faz na segunda metade da apresentação para terminar em grande estilo.
Estas variações são muito comuns e dão uma vivacidade inquestionável ao flamenco, principalmente quando bailado em tablados pequenos onde o público pode ficar bem perto.
O bailaor decide quando acaba o baile também. Claro que existe um momento para esta interferência e cabe a ele perceber quando se abre esta janela. O que se faz geralmente é cruzar a diagonal do tablado em um passo rápido, “chamar” os músicos e iniciar a saída finalizando com um “arremate de cierre”.Mas sinceramente, para improvisar e dominar o baile tem que se estudar , escutar , praticar muito , "por toda la vida"!!
Fonte: juerguitaflamenca.blogspot.com + alguns pitacos meus...
O bailaor decide quando acaba o baile também. Claro que existe um momento para esta interferência e cabe a ele perceber quando se abre esta janela. O que se faz geralmente é cruzar a diagonal do tablado em um passo rápido, “chamar” os músicos e iniciar a saída finalizando com um “arremate de cierre”.Mas sinceramente, para improvisar e dominar o baile tem que se estudar , escutar , praticar muito , "por toda la vida"!!
domingo, 3 de abril de 2011
ABRIL É MÊS DE SEVILHANAS !!
Em abril, quando o frio do inverno dá lugar ao calor e ao sol da primavera, Sevilha está radiante com os preparativos para a mundialmente famosa Feria de Sevilha.
Esta festa anual, um evento que contagia o coração de todos os sevilhanos, é uma celebração dos prazeres da vida, da chegada da primavera e do espírito vibrante de Sevilha. É o auge da Espanha folclórica, onde os vestidos coloridos do flamenco rodopiam, se ouve o barulho dos cavalos puxando as carruagens pelas ruas de paralelepípedo, o aroma das laranjas impreguina o ar, a música e a dança incessantes criam um ambiente de alegria, as pessoas bebem xerez e comem tapas, multidões lotam a arena de touros para ver a melhores touradas...( infelizmente!!!)é o momento de vivenciar Sevilha!
A Feria tem dois focos principais de atividades. Às margens ocidentais do rio Guadalquivir, nas imediações do bairro de Los Remedios, você encontrará o enorme recinto oficial da festa, preparado especialmente para a Feria de Sevilha, que dura uma semana. Ao passar pelo extravagante portão de entrada, construído todos os anos e coberto com milhares de luzes, você encontrará mais de mil barracas listradas conhecidas como casetas, que são o verdadeiro coração da Feria. Dentro de cada caseta, que as famílias decoram carinhosamente, existem mesas e cadeiras, uma área para dançar sevilhanas (como o flamenco) e até mesmo um bar servindo bebidas e tapas! .
domingo, 27 de março de 2011
Vocabulário de estrutura de Baile Flamenco
1 - SALIDA - • Salida: como seu própio nome indica é quando o bailaor entra no palco, normalmente andando, segundo o tempo musical, geralmente seguida de uma sequência de sapateado forte. Como o nome significa "saída'" podemos pensar que é a saída do baile, o fim do Baile, mas é justamente o contrário, é o começo, é sair para o baile.
2 - FALSETA -• Aqui música e baile se adaptam para integrar uma proposta conjunta. É justamente o contrário do "compás". Bailes como a seguiriya e a caña por exemplo, têm uma falseta típica que se baila sempre de uma maneira muito parecida.. Eles são geralmente melodias curtas executadas pelo guitarrista entre os versos cantados, ou para acompanhar os dançarinos. Em um solo de guitarra, pode-se usar falsetas conhecidas ou improvisar falsetas novas que são colocados juntas para formar a peça inteira. Uma falseta pode ser mais ou menos comparada a um improviso de jazz ou blues.
2 - FALSETA -• Aqui música e baile se adaptam para integrar uma proposta conjunta. É justamente o contrário do "compás". Bailes como a seguiriya e a caña por exemplo, têm uma falseta típica que se baila sempre de uma maneira muito parecida.. Eles são geralmente melodias curtas executadas pelo guitarrista entre os versos cantados, ou para acompanhar os dançarinos. Em um solo de guitarra, pode-se usar falsetas conhecidas ou improvisar falsetas novas que são colocados juntas para formar a peça inteira. Uma falseta pode ser mais ou menos comparada a um improviso de jazz ou blues.
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3. Llamada (chamada) Sequência característica que se utiliza, como seu nome indica, para chamar a atencao do guitarrista, avisando que depois da finalizacao desta, terá lugar un novo passo de características diferentes às que se vinha interpretando até o momento.Faz-se uma llamada antes de uma nova frase musical, para a entrada do cante, para o início de uma escovilla, para a saída de um bailarino de cena, enfim, para mudanças na estrutura do baile.
4 - Letra: É a parte cantada do baile. Durante a letra o bailaor faz marcajes, braceos, paseos , até pode bater o pés, mas nunca uma sequência de sapateado extensa, para não abafar o cante, se o fizer o baile fica confuso, não se escuta nem o cantaor, nem o sapateado.
5 - Escovilla: Série de sapateados executados num determinado momento do baile onde todo o interesse está voltado para o som rítmico produzido pelos pés. A escovilla começa com composições mais fáceis e continua com outros mais complicados, ao mesmo tempo que aumenta progressivamente a velocidade.
10- Desplante: Série de golpes fortes dos pés executados com precisão e definição. O desplante acaba com a serenidade de um punteado ou com o virtuosismo de um zapateo ou escovilla. Pode ser considerado um arremate final.
6 -. Marcaje: Movimentos de marcação dos passos executados pelo bailarino durante a letra da música.
7 -. Palo Seco: Quando a escovilla ou o zapateo é feito sem acompanhamento de cajón ou palmas. O palo seco reproduz o som dos pés sem nenhuma interferência de instrumentos musicais.
8 - Silencio: Utiliza-se somente nas alegrías. Nele a guitarra ralentiza( torna mais lento) o tempo e passa ao modo menor, e segue mantendo a harmonia I-IV-V típica das alegrías. O bailaor realizará sobretudo movimentos de cintura para cima, já que o uso dos tacones nesta parte do baile nao tem sentido algum.
9 -. Arremate: Fechamento de um baile, de um sapateado ou de uma movimentação de corpo.
Arremate con cierre - Encerramento de uma composição. Pode ser executado como cierre final. Arremate continuo - quando há somente a mudança de seqüência na estrutura do baile.
7 -. Palo Seco: Quando a escovilla ou o zapateo é feito sem acompanhamento de cajón ou palmas. O palo seco reproduz o som dos pés sem nenhuma interferência de instrumentos musicais.
8 - Silencio: Utiliza-se somente nas alegrías. Nele a guitarra ralentiza( torna mais lento) o tempo e passa ao modo menor, e segue mantendo a harmonia I-IV-V típica das alegrías. O bailaor realizará sobretudo movimentos de cintura para cima, já que o uso dos tacones nesta parte do baile nao tem sentido algum.
9 -. Arremate: Fechamento de um baile, de um sapateado ou de uma movimentação de corpo.
Arremate con cierre - Encerramento de uma composição. Pode ser executado como cierre final. Arremate continuo - quando há somente a mudança de seqüência na estrutura do baile.
10- Desplante: Série de golpes fortes dos pés executados com precisão e definição. O desplante acaba com a serenidade de um punteado ou com o virtuosismo de um zapateo ou escovilla. Pode ser considerado um arremate final.
11 - Subida de ritmo: os pés incrementam a velocidade de execucao progressivamente até alcancar uma velocidade máxima na que se costuma manter-se uns instantes, terminando logo com um "cierre" ou "remate".
quarta-feira, 16 de março de 2011
Estrutura de baile Flamenco
O baile flamenco tem uma estrutura a ser respeitada e que permite a composição de coreografias e até de improvisos. Aliás para improvisar é preciso conhecer muito bem estas estruturas, como fazer uma chamada para chamar o cante, por exemplo.Há uma integração entre bailaor e músicos, é um trabalho conjunto.
Hoje em dia os grandes artistas buscam a personalização das estruturas do baile, montando coreografias de grande dificuldade e que necessitam bons músicos e grandes ensaios. As estruturas tradicionais por sorte ainda se mantêm em artistas de menor projeção, academias...já que apresentam uma menor dificuldade.
Tenhamos em conta que conhecer as estruturas tradicionais facilita muito o trabalho para os professores que ensinam a seus bailaores e para os guitarristas que acompanham nestes lugares. Também é assim para aqueles bailaores que começam a subir aos palcos.
Mediante todos estes elementos é possível construir um baile em que o bailaor se faça entender e seja entendido pelos demais. No caso do baile tradicional, o entendimento entre música e baile sempre foi mais fácil, posto que este último comumente se rege por estruturas e elementos clássicos, entendidos por todos. Era muito simples não só responder aos movimentos do baile, senão memorizar a estrutura, que em muitos casos são muito parecidas entre si.
Normalmente sempre é primeiro o baile e depois a música, ou seja, o bailaor chega com sua estrutura formada, inclusive com a idéia de como quer que seja a falseta ou o cante e trata de comunicar ao resto dos músicos qual é sua idéia da música. Porque a maioria pensa previamente no que tem que fazer a guitarra, cante, percussão, etc. Mas em outras ocasiões se dá o processo inverso, o guitarrista propõe uma falseta que lhe resulta interessante, seja porque é de composição própria ou porque a veja adequada para o baile em questão. Neste caso o bailaor pode fazer duas coisas: adaptar a coreografia existente que já tem ou criar uma nova que feche com essa música. No primeiro caso, começará por estudar a música para ver se encaixa em compassos, rítmica...com sua idéia prévia. Quando necessite, irá cortando passos ou introduzindo outros buscando a máxima conexão com a música. Do contrário, teríamos a sensação de que a música vai por um lado e o baile por outro, desgraça bastante comum. Mas nem sempre este "casamento" dá certo, há bailaores que não querem mudar sua coreografia de jeito nenhum e não aceitam sugestão dos músicos e há músicos que não aceitam as sugestões dos bailaores, é preciso bom senso, humildade, saber ceder e reconhecer uma boa idéia e deixar as vaidades de lado para que esta composição dê certo, com harmonia.Uma coreografia flamenca é uma composição conjunta, quanto melhor for a relação entre bailaor e músicos, mais o trabalho tem a chance de dar certo. No processo de criação, se tem em conta todas as características da música que se vai bailar, fazendo ênfase nos cortes, tão importante, como sabemos, no flamenco, já que dão forma e estrutura.
Na montagem da coreografia , uma forma comum da comunicação baile-guitarra é a onomatopéia, isso é, a emissão de sons pela boca que imitam o ritmo dos pés ou da guitarra, segundo seja o que quer comunicar. Seqüências do tipo “tico tico tico pa pa paum” podem servir para representar um passo determinado ou a idéia que o bailaor tem na cabeça. Os percussionistas utilizam uma linguagem parecida. E é precisamente aqui onde radica o problema do entendimento, da falta de uma linguagem verbal capaz de comunicar de uma maneira mais ou menos exata a idéia que se tem.
Um dos problemas que encontramos comumente na montagem de novos bailes é a memorização por parte do guitarrista e cantaor da coreografia que se está trabalhando. Ante um emaranhado de passos muito parecidos, os acompanhantes tratam de seguir a contagem do compasso, tentando adaptar-se à rítmica do bailaor com os rasgueos/percussões. Em muitas ocasiões, a única referência é a contagem do compasso que esses músicos realizam no seu interior enquanto se sucede toda a seqüência do bailaor. Mas de uma coisa todos têm certeza: que devem esperar uma chamada ou um cierre, ou seja, algo que lhes indique uma mudança de seção. Isso que parece muito simples não o é, em absoluto, já que é necessária uma ampla experiência para conhecer um amplo número desses elementos e ter recursos suficientes para responder frente a eles. Além disso, às vezes o baile faz 2 ou 3 llamadas e se faz difícil saber quando vem o desplante final, qual destas é a “autêntica”. Mas deverão prestar muita atenção porque só estes elementos podem indicar-lhes em que parte do baile estão e como e quando devem responder. Outra circunstância muito comum que se dá na montagem dos bailes é a improvisação. Todos sabem que o flamenco tem um forte caráter improvisatório. Muitos bailaores improvisam no meio de sua coreografia, por muito estudada que esteja, se bem que são em sua maioria improvisação geralmente muito curtas. Não é o caso da grande parte dos artistas de segundo nível, sobretudo daqueles que realizam coreografias segundo as estruturas clássicas.
Como e quando têm lugar estas improvisações? De entrada podemos dizer que como improvisações que são, não se sabe quando vão ter lugar, mas se aprofundamos um pouco na questão analisando alguns bailes, seu processo criativo e sua colocação no palco, podemos concluir que há alguns momentos onde resulta mais fácil ou onde é mais comum a improvisação. E esses lugares são sobretudo os sapateados e escobillas: se alargam, se encurtam, se introduz um passo novo que o bailaor lembra nesse momento...
Tudo isto de forma natural sem que o púbico note nada, em ocasiões inclusive nem os músicos que o acompanham, já que o faz de maneira que não afete à estrutura do baile, evitando os desplantes, cortes...Nestes momentos os acompanhantes devem alcançar um grau de concentração muito alto para responder o melhor possível à execução do bailaor.Saber improvisar no flamenco não é tarefa fácil, o artista deverá ter os suficientes recursos assim como a maturidade musical e segurança necessária para seguir o compasso em todo o momento.
Outro dos problemas habituais no baile é a perda do tempo. Quando as complicações rítmicas do baile fazem que seja difícil seguir inclusive o pulso, pode acontecer que um pequeno despiste faça com que o bailaor ou os acompanhantes estejam em um tempo e o outro em outro tempo anterior ou posterior. Um dos lugares onde mais fácil resulta perder o tempo é nas subidas. Em dita parte, o bailaor marcará com seus pés a velocidade a que quer começar a subida, permanecendo assim um ou vários compassos nos quais os músicos adquirem a noção dessa velocidade. Seguidamente começará a aumentar a velocidade de forma mais ou menos rápida, de maneira que entre 1 ou 4 compassos terá alcançado a velocidade máxima. A maioria das vezes é suficiente 1 ou 2 compassos para chegar a esse ponto e mantê-lo durante mais tempo. Neste momento podem dar-se 3 circunstâncias entre os músicos e o bailaor. Se estes não notam que a subida começou, seguirão com o tempo inicial, criando-se portanto um efeito de descompassamento que deverá ser solucionado o quanto antes possível. Geralmente é o bailaor quem trata de resolver o problema já que é o que melhor conhece seu baile e pode dizer, por exemplo, se quer baixar para tentar voltar a subir. Um músico acompanhante nunca decidirá por si mesmo fazer a subida, se isto ocorresse, as conseqüências poderiam ser muito ruins, como que o bailaor não possa subir a tempo e o resultado seja um choque: músicos em uma parte do compás e bailaor em outra.
Se dão-se conta mas não sobem o suficiente, o bailaor terá a sensação agoniante de que “lhe jogam pra baixo”, impedindo-lhe subir tudo o que necessita.
Outro tanto ocorre quando os músicos aumentam a velocidade além do que o bailaor necessita, submetendo este a um grande esforço físico e mental. Físico pela rapidez com a que se alcança o topo da velocidade, que às vezes pode superar o limite que o bailaor estabeleceu para realizar uma execução regular nos taconeos. E mental para não perder a concentração no compás que leva a guitarra.
O guitarrista que perde só um instante a atenção poderá chocar-se em qualquer momento. O choque é um dos elementos que pairam sempre perto de qualquer baile. Pode acontecer com o bailaor ou com o resto dos músicos. Consiste em que algum dos intérpretes se adianta ou atrasa um ou mais tempos. O resultado é evidentemente desastroso posto que se deslocam todos os acentos e onde há um, não se executa e onde não há, se acentua ou inclusive podemos encontrar um corte ou um desplante fora de lugar. Diante dessa situação, não resta mais que escutar os outros e buscar um ponto de encontro. Os passos sem acentuação como as marcajes ou caminhar são um dos recursos mais fáceis para resolver este tipo de situações. Um defeito muito habitual, dado especialmente em bailaores sem experiência é o que se conhece como “pisar a letra”. Quando o cantaor começa a cantar, este comumente faz pausas mais ou menos grandes, bem marcadas com o bailaor, ou que saem de forma natural seguindo o estilo de dito cante. Nesses espaços, o bailaor pode realizar chamadas, cierres, desplantes ou sapateados. O problema é quando o bailaor não respeita (a menos que o faça de forma intencionada para criar um efeito novo) a letra do cante. Nesse momento se dá um “conflito de poderes” entre o cante e o baile, já que os dois querem ocupar o protagonismo, desaparecendo o lógico diálogo cante-baile-guitarra que se produz de forma harmoniosa sempre no flamenco. "
Se dão-se conta mas não sobem o suficiente, o bailaor terá a sensação agoniante de que “lhe jogam pra baixo”, impedindo-lhe subir tudo o que necessita.
Outro tanto ocorre quando os músicos aumentam a velocidade além do que o bailaor necessita, submetendo este a um grande esforço físico e mental. Físico pela rapidez com a que se alcança o topo da velocidade, que às vezes pode superar o limite que o bailaor estabeleceu para realizar uma execução regular nos taconeos. E mental para não perder a concentração no compás que leva a guitarra.
O guitarrista que perde só um instante a atenção poderá chocar-se em qualquer momento. O choque é um dos elementos que pairam sempre perto de qualquer baile. Pode acontecer com o bailaor ou com o resto dos músicos. Consiste em que algum dos intérpretes se adianta ou atrasa um ou mais tempos. O resultado é evidentemente desastroso posto que se deslocam todos os acentos e onde há um, não se executa e onde não há, se acentua ou inclusive podemos encontrar um corte ou um desplante fora de lugar. Diante dessa situação, não resta mais que escutar os outros e buscar um ponto de encontro. Os passos sem acentuação como as marcajes ou caminhar são um dos recursos mais fáceis para resolver este tipo de situações. Um defeito muito habitual, dado especialmente em bailaores sem experiência é o que se conhece como “pisar a letra”. Quando o cantaor começa a cantar, este comumente faz pausas mais ou menos grandes, bem marcadas com o bailaor, ou que saem de forma natural seguindo o estilo de dito cante. Nesses espaços, o bailaor pode realizar chamadas, cierres, desplantes ou sapateados. O problema é quando o bailaor não respeita (a menos que o faça de forma intencionada para criar um efeito novo) a letra do cante. Nesse momento se dá um “conflito de poderes” entre o cante e o baile, já que os dois querem ocupar o protagonismo, desaparecendo o lógico diálogo cante-baile-guitarra que se produz de forma harmoniosa sempre no flamenco. "
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